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Antônio Cristóvão
Tempo de leitura: 4 minutos – 19 de Outubro de 2017

Conheça medidas de recuperação de vapor em postos de combustível que protegem o frentista e o meio ambiente

Abastecer um carro pode parecer uma tarefa simples, mas a liberação de gases no trajeto que a gasolina percorre entre a bomba e o tanque do automóvel é um problema que cada vez mais chama atenção no Brasil e no mundo. De acordo com o coordenador da Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz), Carlos Eduardo Domingues, para cada mil litros de gasolina vendidos em postos, 1,3 litro evapora durante o abastecimento.

A estatística é alarmante se considerarmos que grandes postos chegam a comercializar mais de 200mil litros de gasolina por mês. Isso significa que uma única revenda pode liberar cerca de 3.000 litros de vapores tóxicos em apenas um ano. Imagine esse número multiplicado 41 mil. Esse é o número de revendedores de combustível no País identificados em estudo da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Os perigos da contaminação por benzeno

Nesse cenário, a segurança do trabalho em postos de combustível é um desafio a ser enfrentado, uma vez que os vapores causam impacto não só o meio ambiente, mas também na saúde do frentista corre sérios riscos, especialmente pela inalação do benzeno, componente do combustível considerado altamente prejudicial e cancerígeno.

O benzeno é um hidrocarboneto aromático e está no Grupo Um, o mais perigoso, da Lista Nacional dos Agentes Cancerígenos para Humanos, criada pelos Ministérios do Trabalho, Saúde e Previdência Social. O trabalhador exposto com frequência a esse hidrocarboneto tem grandes chances de sofrer com irritação nas vias aéreas, nos olhos e, dependendo do grau de absorção, até mesmo perder a consciência.

O coordenador da CNPBz ainda alerta que, em longo prazo, o elemento químico leva a distúrbios, como alterações imunológicas e nas células sanguíneas. Também tende a causar redução de plaquetas, anemia e disfunções no sistema reprodutivo. Domingues acrescenta que o benzeno atinge negativamente não só o trabalhador, mas toda sociedade. Ele comenta que, segundo pesquisas, crianças que moram próximas a postos de combustíveis têm maior incidência de leucemia.

Medidas preventivas são previstas em lei

Para proteger os funcionários que lidam com inflamáveis e combustíveis, o Ministério do Trabalho criou a Portaria Nº 1.109, de 21/9/2016. Entre outras regras, a lei determina que as bombas medidoras sejam equipadas com sistema de recuperação de vapor. O uso do equipamento de proteção também é contemplado na NR 20. A Norma Regulamentadora visa a adoção de medidas de contenção que reduzem o nível de exposição do trabalhador e promovem melhoria do ambiente.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, através da Portaria 559 publicada pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) em 15 de Dezembro de 2.016 definiu prazos para que as bombas fabricadas no Brasil passem a contar com o sistema de recuperação de vapores, bem como um cronograma para que os postos revendedores se adequem a esta exigência.

Oferecer treinamento aos funcionários e garantir uniformes adequados, também são providências que os donos de postos de combustível devem tomar para proteger a saúde dos seus frentistas. Vale ressaltar que a contaminação pelo benzeno também pode acontecer por meio da pele, por isso a utilização de luvas impermeáveis é imprescindível. Além disso, recomenda-se não usar flanelas e/ou estopas durante o abastecimento, barrando o contato da gasolina com a pele.

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