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Claudio Mota
Tempo de leitura: 4 minutos – 14 de outubro de 2018

Medição manual x automática: benefícios dos sistemas

Muitos postos no Brasil ainda utilizam a medição manual com régua para controlar o estoque de combustíveis. Este método, além de impreciso, gera uma falta de controle financeiro com medições errôneas, é desaconselhável do ponto de vista da segurança. Inclusive, a nova legislação já obriga os postos a investir em sistemas de medição automática para evitar riscos de desastres ambientais e garantir a segurança dos trabalhadores.

Confira uma comparação entre a medição manual e a medição automática e saiba quais os benefícios de investir em sistemas automatizados.

Medição manual 

Nos postos que realizam a medição manual, o funcionário precisa abrir a tampa do tanque, usar uma régua e fazer a marcação do volume de combustível numa tabela. Além de trabalhoso, a medição manual é imprecisa, envolve riscos e significa tempo e recursos desperdiçados. 

  1. Um dos problemas é saber, ao certo, quanto combustível ainda há no tanque e o quanto pode ser descarregado, para evitar transbordamento. O processo totalmente manual requer o uso de EPIs (tais como máscara, capacete, luvas, etc) e precisa ser executado várias vezes para se obter o máximo de precisão possível. E mais: ao destacar um funcionário para fazer a medição, o posto fica com um frentista a menos no atendimento, podendo perder vendas.
  2. Durante o processo de descarregamento de combustível, a recomendação é parar o abastecimento de veículos nas bombas ligadas ao tanque. Quando o processo é realizado de maneira manual, o tempo do procedimento e a interrupção do abastecimento é maior, o que representa prejuízo.
  3. O posto precisar ter certeza do que foi vendido nas bombas ligadas a esse tanque. E os cálculos dependem do trabalho de diferentes funcionários, que atuam em diferentes turnos. Medições diferentes levam a números diferentes. Fica evidente que a medição manual gera erros humanos.
  4. Vários fatores, como a temperatura do combustível e o ângulo de inclinação do tanque, podem gerar imprecisão na medição do volume. Isso porque o combustível reage ao calor, expandindo ou contraindo.
  5. Um problema gerado por essa imprecisão é a falta de controle financeiro com medições errôneas. Não é possível precisar quanto combustível o posto está efetivamente recebendo e quanto deve pagar por isso; nem saber quanto está sendo vendido nas bombas com exatidão.
  6. Sem esse controle do volume de combustível nos tanques, é mais difícil identificar possíveis perdas com vazamentos, que podem gerar desastres ambientais que levam a multas altíssimas. 
  7. A imprecisão também pode camuflar perdas por furto de combustível e adulteração (substituição por água, por exemplo).
  8. Há perda de combustível também pela evaporação de gases, que são tóxicos para os funcionários. No caso da medição manual, o frentista fica mais exposto a esses vapores porque o processo de descarga de combustível, por exemplo, exige a presença do funcionário para supervisionar todo o processo podem ocorrer também perdas por bombas descalibradas.
  9. Um aspecto a ser levado em consideração é à margem de erro com relação à capacidade do tanque, que teoricamente não deve exceder 3%, conforme normas técnicas (NBR -13312) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Com a medição manual, é mais difícil calcular essa capacidade total
  10. O posto precisa emitir relatórios sobre o volume de combustíveis recebido e vendido (o chamado inventário). O processo manual é moroso, impreciso e está sempre sujeito a erros humanos. É obrigatório registrar toda essa movimentação no Livro de Movimentação de Combustíveis - LMC. O LMC exige o preenchimento das notas fiscais de compra e venda de produto, e leitura do estoque físico diário de cada tanque. É importante ressaltar que a diferença entre o que foi comprado e o que foi vendido (perdas e sobras de produto) não pode ser superior a 0,6%.

Medição automática

O uso de sistemas automáticos de abastecimento oferece informações preciosas para garantir o volume real do tanque e o gerenciamento de todo o processo, evitando perdas.

  1. O sistema faz a medição automática da quantidade de combustível no tanque, sem a necessidade de que um frentista tenha que fazer esforço. Inclusive, a NR9 (norma que regula a atividade) estabelece prazos para que os postos de combustíveis em todo o território nacional adotem sistemas eletrônicos para o controle dos combustíveis em estoque para evitar riscos aos trabalhadores, bem como desastres ambientais.
  2. Com a automatização de processos, o abastecimento dos veículos não precisa ser interrompido por muito tempo nas bombas ligadas ao tanque que está recebendo combustível. E o sistema calcula com precisão a quantidade de combustível que está sendo recebida, gerando automaticamente os relatórios exigidos pela legislação vigente.
  3. Postos que já utilizam sistemas automatizados conseguem saber efetivamente quanto combustível receberam. E, optar também por sistemas de reconciliação, têm um controle também sobre o que foi efetivamente vendido.
  4. Outra vantagem do sistema automático é que, no momento em que o posto recebe a descarga, o sistema gera um relatório completo. É possível saber quanto combustível havia no tanque, quanto foi adicionado, e o sistema ainda faz uma compensação de temperatura, considerando que o ideal é 20°.
  5. Esta precisão nos cálculos, ao longo do tempo, gera uma economia significativa no momento compra de combustível. Isso porque, com o sistema, é possível saber com exatidão quanto combustível foi comprado e comparar os dados com a nota fiscal.
  6. O sistema emite alertas, em tempo real, de qualquer tipo de perda no sistema, o que minimiza riscos ambientais, ajudando a identificar qualquer vazamento.
  7. Este controle evita, inclusive, risco de fraudes. É sabido que já ocorreram casos em que o volume declarado não foi o mesmo entregue. Sem contar casos de furto de combustível do tanque por funcionários do posto e a adulteração do combustível (substituição por água, por exemplo). O sistema emite alertas sobre qualquer tipo de perda de combustível.
  8. A adoção de um sistema automatizado permite reduzir, por exemplo, o risco oferecido aos funcionários do posto por inalação de gás benzeno.
  9. O sistema automatizado permite fazer cálculos precisos para determinar qual é a capacidade real do tanque, o que garante mais segurança na hora das novas descargas. Isso evita, por exemplo, que o tanque transborde, o que representa sério risco de acidentes.
  10. Com o sistema de medição e monitoramento são gerados relatórios precisos, em tempo real, que alertam qualquer perda súbita de combustível no tanque do posto. É importante ressaltar que essas possíveis variações entre todo processo, do combustível comprado ao que foi efetivamente vendido, por determinações da (ABNT), não pode exceder 0,6%. É a chamada reconciliação de inventário.Todo posto precisa fazer a chamada reconciliação do sistema, que é facilmente realizada pelo sistema automatizado

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